diagnóstico de marca pessoal

tu aparece ou tu posiciona?

esse material não é sobre o teu conteúdo. é sobre o que o teu conteúdo diz de ti quando tu não tá olhando.

antes de entrar: esse não é mais um material pra tu salvar e esquecer na pasta "referências". preenche agora, com o perfil aberto ao lado, sem editar a primeira resposta. espelho não é pra posar — é pra enxergar. e a versão honesta é sempre a mais útil.

imagina que tu é uma marca — não uma criadora de conteúdo, não uma profissional com um perfil, uma marca. o que a tua marca comunica quando tu não tá por perto pra explicar?

se o teu perfil fosse uma loja física, que tipo de loja seria hoje?

sem idealizar. o que é agora, não o que tu quer que seja. loja de departamentos genérica? aquela butique que a gente nem sabe bem o que vende? ou aquela que tu reconhece antes de ver a placa?

o que uma desconhecida nunca descobriria sobre o teu trabalho só olhando o que tu posta?

o que tá escondido no teu conteúdo que deveria estar explícito? a tua perspectiva, o teu jeito, o que te faz diferente — tá aparecendo ou tá subentendido?

o maior problema de posicionamento não é quando as pessoas te entendem errado. é quando elas não te entendem de jeito nenhum — e seguem em frente sem saber o que perderam.
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a maioria das criativas não tem problema de conteúdo. tem problema de intenção. tu não tá postando errado — tu tá postando sem saber exatamente pra quê. e o algoritmo sente isso. a audiência sente mais ainda.

exercício 1 — a radiografia dos últimos 12 posts

classifica cada post como presença ou posição.

P = presença — tu postou pra não sumir. trend, data comemorativa, conteúdo que qualquer outra profissional do teu mercado poderia assinar.   Pos = posição — tu postou porque tinha algo a dizer. ponto de vista teu, perspectiva que só tu teria, algo que revela como tu enxerga o mundo.

# tema do post presença ou posição?
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presença (P)
0
posição (Pos)
presença te mantém visível. posição te torna insubstituível. são funções diferentes — e a maioria das criativas trata as duas como se fossem a mesma coisa. não são.
exercício 2 — o teste da substituição

se a tua maior concorrente publicasse o teu último post sem crédito, alguém perceberia que não é dela?

se a resposta demorou mais de 2 segundos — ou se a resposta é "talvez não" — esse é o diagnóstico. não é julgamento, é dado.

o conteúdo que tu quer criar mas não cria — qual é e por que ele fica na gaveta?

medo de parecer diferente demais? de não performar? de que as pessoas não entendam? nomeia o freio.

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posicionamento não é sobre nicho. nicho é sobre o quê tu fala. posicionamento é sobre de onde tu fala — qual é o teu lugar de ver o mundo que nenhuma outra profissional vai ocupar exatamente igual. é a tua visão única. e ela já existe. só ainda não tá explícita.

exercício 3 — o que te incomoda no mercado

o teu mercado tem crenças que ficam se repetindo até parecerem verdade. quais tu discorda — de verdade, não só pra parecer diferente?

pensa no que tu ouve repetido e que te dá aquela coceira. "consistência é tudo." "nicho primeiro, personalidade depois." "o algoritmo recompensa frequência." qual dessas tu repete mas não acredita?

qual é a pergunta que uma cliente sempre te faz — e que tu responde de um jeito que outra profissional responderia completamente diferente?

isso não é técnica. é perspectiva. é o teu diferencial real aparecendo sem que tu perceba.

exercício 4 — a tua tese

em uma frase: o que tu defende que é verdade — e que a maioria do mercado ainda não entendeu?

não o que tu acha que deveria defender. o que tu já defende nas conversas, nos bastidores, nas respostas que tu dá instintivamente.

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marca viva não vive de cases. vive de histórias. e existe uma diferença enorme entre as duas — uma informa, a outra cria vínculo. lê os exemplos abaixo e sente a diferença no corpo:

relato — informa

"redesenhei a identidade visual de uma cliente e as conversões do perfil aumentaram em 3 semanas."

história — move

"ela me mandou a referência com um 'pode ser mais ou menos isso.' o feed dela era impecável. o problema não era o visual — era que em nenhum lugar aparecia por que ela fazia o que fazia. as pessoas olhavam e não sabiam se queriam comprar ou só admirar."

o que o exemplo B tem que o A não tem?

não é só o drama. presta atenção no que faz tu querer continuar lendo.

a história move porque cria tensão antes de entregar qualquer resposta. e a tensão só existe quando tem um problema real, não um resultado anunciado. o relato começa pelo fim. a história começa pelo meio — onde a coisa ainda não tá resolvida e tu não sabe como vai terminar.
exercício 5 — a história que ainda não saiu da tua cabeça

qual foi a última vez que tu mudou de ideia sobre como o teu próprio trabalho funciona?

pode ser por causa de uma cliente, de um projeto que foi diferente do esperado, de uma conversa que te desarmou. o que aconteceu — e o que mudou?

qual é a história que tu conta quando alguém te pergunta como tu chegou onde chegou — e que tu nunca transformou em conteúdo?

essa provavelmente é a mais poderosa que tu tem. e tu provavelmente acha que é "óbvia demais pra contar." não é.

exercício 6 — a abertura que para o scroll

tu tem 2 segundos. não pra impressionar — pra fazer ela sentir que alguém finalmente entende o que ela tá vivendo. escreve 2 aberturas que comecem pela cena, não pela explicação.

pensa na tua cliente ideal: o que ela sente quando abre o próprio perfil e a coisa não tá indo? começa aí.

o que tu enxergou aqui que tu tava evitando enxergar?

qual é o primeiro conteúdo que tu vai criar diferente depois desse diagnóstico — e o que vai ser diferente nele?

✦ vivaclub — bydudawendt

esse workbook te mostrou o problema.

o gap entre aparecer e posicionar, a diferença entre relato e história. aqui vimos a anti-crença que só tu tem.

mas enxergar o problema e saber o que fazer com ele são duas coisas diferentes.

como estruturar uma história que posiciona, montar os pilares do teu conteúdo a partir das tuas convicções e transformar uma anti-crença em linha editorial que te diferencia de qualquer outra profissional que faz o mesmo que tu.

isso é o que a gente constrói juntas na VivaSprint.

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