imagina que tu é uma marca — não uma criadora de conteúdo, não uma profissional com um perfil, uma marca. o que a tua marca comunica quando tu não tá por perto pra explicar?
se o teu perfil fosse uma loja física, que tipo de loja seria hoje?
sem idealizar. o que é agora, não o que tu quer que seja. loja de departamentos genérica? aquela butique que a gente nem sabe bem o que vende? ou aquela que tu reconhece antes de ver a placa?
o que uma desconhecida nunca descobriria sobre o teu trabalho só olhando o que tu posta?
o que tá escondido no teu conteúdo que deveria estar explícito? a tua perspectiva, o teu jeito, o que te faz diferente — tá aparecendo ou tá subentendido?
a maioria das criativas não tem problema de conteúdo. tem problema de intenção. tu não tá postando errado — tu tá postando sem saber exatamente pra quê. e o algoritmo sente isso. a audiência sente mais ainda.
classifica cada post como presença ou posição.
P = presença — tu postou pra não sumir. trend, data comemorativa, conteúdo que qualquer outra profissional do teu mercado poderia assinar. Pos = posição — tu postou porque tinha algo a dizer. ponto de vista teu, perspectiva que só tu teria, algo que revela como tu enxerga o mundo.
| # | tema do post | presença ou posição? |
|---|
se a tua maior concorrente publicasse o teu último post sem crédito, alguém perceberia que não é dela?
se a resposta demorou mais de 2 segundos — ou se a resposta é "talvez não" — esse é o diagnóstico. não é julgamento, é dado.
o conteúdo que tu quer criar mas não cria — qual é e por que ele fica na gaveta?
medo de parecer diferente demais? de não performar? de que as pessoas não entendam? nomeia o freio.
posicionamento não é sobre nicho. nicho é sobre o quê tu fala. posicionamento é sobre de onde tu fala — qual é o teu lugar de ver o mundo que nenhuma outra profissional vai ocupar exatamente igual. é a tua visão única. e ela já existe. só ainda não tá explícita.
o teu mercado tem crenças que ficam se repetindo até parecerem verdade. quais tu discorda — de verdade, não só pra parecer diferente?
pensa no que tu ouve repetido e que te dá aquela coceira. "consistência é tudo." "nicho primeiro, personalidade depois." "o algoritmo recompensa frequência." qual dessas tu repete mas não acredita?
qual é a pergunta que uma cliente sempre te faz — e que tu responde de um jeito que outra profissional responderia completamente diferente?
isso não é técnica. é perspectiva. é o teu diferencial real aparecendo sem que tu perceba.
em uma frase: o que tu defende que é verdade — e que a maioria do mercado ainda não entendeu?
não o que tu acha que deveria defender. o que tu já defende nas conversas, nos bastidores, nas respostas que tu dá instintivamente.
marca viva não vive de cases. vive de histórias. e existe uma diferença enorme entre as duas — uma informa, a outra cria vínculo. lê os exemplos abaixo e sente a diferença no corpo:
"redesenhei a identidade visual de uma cliente e as conversões do perfil aumentaram em 3 semanas."
"ela me mandou a referência com um 'pode ser mais ou menos isso.' o feed dela era impecável. o problema não era o visual — era que em nenhum lugar aparecia por que ela fazia o que fazia. as pessoas olhavam e não sabiam se queriam comprar ou só admirar."
o que o exemplo B tem que o A não tem?
não é só o drama. presta atenção no que faz tu querer continuar lendo.
qual foi a última vez que tu mudou de ideia sobre como o teu próprio trabalho funciona?
pode ser por causa de uma cliente, de um projeto que foi diferente do esperado, de uma conversa que te desarmou. o que aconteceu — e o que mudou?
qual é a história que tu conta quando alguém te pergunta como tu chegou onde chegou — e que tu nunca transformou em conteúdo?
essa provavelmente é a mais poderosa que tu tem. e tu provavelmente acha que é "óbvia demais pra contar." não é.
tu tem 2 segundos. não pra impressionar — pra fazer ela sentir que alguém finalmente entende o que ela tá vivendo. escreve 2 aberturas que comecem pela cena, não pela explicação.
pensa na tua cliente ideal: o que ela sente quando abre o próprio perfil e a coisa não tá indo? começa aí.
o que tu enxergou aqui que tu tava evitando enxergar?
qual é o primeiro conteúdo que tu vai criar diferente depois desse diagnóstico — e o que vai ser diferente nele?